Veja como nós criamos sites e produtos com Claude Code e entenda o que deve vir antes dos prompts.
Hoje nas redes sociais todo mundo vê a mesma cena: alguém digita uma frase e um site aparece. É real. Isso funciona.
Mas pra conseguir fazer tudo se encaixar perfeitamente e não gastar muito mais tokens do que o necessário para chegar no site perfeito, ou depender da "sorte" da IA acertar de primeira, existem pelo menos 5 camadas submersas. É teórico. É chato. Mas é o caminho certo pra quem quer ser profissional de verdade.
Este paper infelizmente e eventualmente vai desaparecer, assim como os icebergs :( Não perca a chance de ler! :)
Deixe seu e-mail e leia as 6 camadas do processo, o workshop completo de landing pages e os prompts que usamos com o Claude Code. Antes que derreta.
O desafio é: extrair a frase que o dono do negócio precisa conseguir completar.
Antes de qualquer tela, você precisa saber: o que esse negócio faz, para quem, e por que alguém o escolheria em vez do concorrente. Se essa frase não existe, nenhum prompt resolve. Terceirizar isso de cara pra IA funciona. Mas ela vai escrever, com fluência impecável, uma confusão criativa, e você vai ficar por horas brigando com ela pra ter algo decente.
A primeira pergunta do workshop, "Eu sou ___, faço ___ para ___, e me diferencio porque ___", e a versão em narrativa: "se fosse me resumir em uma história, ela seria ___".
A pergunta não é somente o que seu cliente quer mostrar, e sim o que quem acessar o site veio buscar.
Definimos um ou mais (no máximo 3) visitantes ideais: quem são, de onde chegam, com quais dúvidas. E a pergunta mais reveladora do processo inteiro: o que você quer que elas pensem quando sair? A resposta vira critério de decisão pra tudo que vem depois. E sim, se você já conhece sobre personas, é exatamente o que estamos fazendo, mas podemos chamar de proto-personas, ou protótipos de personas. A diferença entre proto-personas e personas é bem simples: proto-personas não precisam de pesquisa prévia. Elas contam com o conhecimento do seu cliente.
Criando as proto-personas você consegue entender a clareza que o cliente tem do seu público. E isso gera abertura para um estudo mais profundo. Mas agora lembra: quem chegou agora é você. Confie no seu cliente. Ganhe confiança.
"O perfil de visitante ideal do meu site é ___" e "quando ela sai, quero que ___ seja o que ela esteja pensando".
Se o site trouxesse um único resultado, qual seria?
Escolhemos uma ação para o visitante. Chamar no WhatsApp, ver um case, baixar um PDF. Tudo na página existe para conduzir a ela; o que não conduz é ruído. Objetivo claro é o que permite dizer "não" com tranquilidade.
Aqui o desafio é fugir de algo muito aberto. O resultado deve ser algo concreto, mensurável e importante. Tente ao máximo evitar coisas do tipo: "se o site trouxesse um resultado, ele seria elogios de pessoas que acharam bonito" e "compartilhar nas redes é a única ação que quero que ela tome".
"Se o site trouxesse um resultado, ele seria ___" e "___ é a única ação que quero que ela tome".
Domínio, hospedagem, ferramentas, integrações. E as referências entram aqui.
Mapeamos o terreno: o que o cliente já tem, o que não tem, o que limita e o que libera. É nesta camada que as referências visuais entram. Conectadas ao posicionamento, ao público e ao objetivo, elas deixam de ser um moodboard infinito. A regra é dura e boa: de cada referência, você pode roubar UM atributo. Dessa lista curta já nasce o material da prototipação.
A tarefa aqui é simples: pra cada referência que o cliente trouxer, preencha os dados do board. Isso vai te ajudar a definir depois o que traz ou não pro design e de qual forma.
Nessa etapa é importantíssimo você saber se seu cliente já possui um site, onde ele é hospedado e entender por cima, pelo menos, aonde você vai precisar colocar o site do cliente.
Uma armadilha que eu já caí algumas vezes: ignorar essa etapa. Deixar tudo pronto e depois descobrir que o que você fez não encaixa no que o cliente tem como hospedagem ou CMS, por exemplo.
A etapa de referências inteira. "___ é o que mais me chama atenção", o checklist do atributo único (layout, tipografia, navegação, estrutura de seção, tom) e o contraponto "mas ainda não gosto de ___ nesse site".
Na maioria dos casos, precisamos trazer uma prova real do valor que a empresa traz para o cliente. Tem duas coisas que fazem isso muito bem: cases e testemunhos.
Entram os projetos que mais destacam o posicionamento. E só. Cada história tem estrutura mínima: problema do cliente, embasamento, resultado esperado, papel, entregáveis. Aqui fica explícito por que isso não é waterfall: as camadas não são fases que se atravessam uma vez em sequência. Num workshop de uma manhã, passamos por todas, e voltamos a elas sempre que o fazer ensina algo novo.
A etapa de conteúdo. Quantos cases (3 / 6 / 12), quais e por quê ("são os que mais destacam meu posicionamento") e o esqueleto da história de cada projeto.
É a menor camada do iceberg, e a única que todo mundo vê. Mas é a única que precisa de todo o contexto muito bem estruturado em texto, para conseguir entregar algo impactante.
Com as cinco camadas na mesa, o Claude Code deixa de ser uma máquina de adivinhar e vira uma máquina de executar. Contexto é o que torna a IA inteligente: cada resposta do workshop vira instrução, critério e teste. A velocidade que parece mágica é, na verdade, preparo.
Caminho A, direto do material: você organiza tudo que o workshop gerou numa pasta e entrega pro Claude com um prompt-mestre. Ele estrutura, questiona e propõe antes de desenhar qualquer tela.
Caminho B, com protótipo de baixa fidelidade: muito recomendado. Você já rabiscou a página, no papel ou no Figma, e o Claude parte da sua intenção de layout em vez de partir do zero. O protótipo entra na pasta como screenshots. Se nasceu no Figma, dá pra conectar o arquivo direto ao Claude Code (veja abaixo).
Nos dois caminhos, a pasta é a mesma.
Copie essa estrutura e preencha com o material do workshop:
meu-projeto/
├── briefing/
│ ├── posicionamento.md (as 6 perguntas preenchidas)
│ ├── publico.md (proto-personas, até 3)
│ ├── objetivo.md (resultado esperado + ação única)
│ ├── tecnico.md (domínio, hospedagem, CMS, restrições)
│ └── conteudo/
│ ├── cases.md (os escolhidos, com a estrutura mínima da história)
│ └── depoimentos.md (com contexto: quem, projeto, resultado)
├── referencias/
│ ├── referencias.md (por referência: atributo roubado + o que não gosta)
│ └── screenshots/
└── prototipo/ (caminho B, recomendado)
├── screenshots/ (fotos do rascunho à mão ou frames exportados do Figma)
└── notas.md (o que cada tela quer comunicar)
Ou o caminho preguiçoso e inteligente: você não precisa escrever nenhum desses .md na mão. Jogue TUDO que o workshop gerou numa pasta (fotos dos post-its, transcrições, anotações soltas, prints) e deixe o Fable ou o Opus organizar pra você:
Nesta pasta está todo o material bruto de um workshop de posicionamento que
rodei com meu cliente: fotos de post-its, anotações soltas, transcrições,
prints e o que mais eu tiver jogado aqui.
Organize tudo na estrutura abaixo, sem inventar nada:
meu-projeto/
├── briefing/
│ ├── posicionamento.md (as 6 perguntas do workshop preenchidas)
│ ├── publico.md (proto-personas, até 3)
│ ├── objetivo.md (resultado esperado + ação única)
│ ├── tecnico.md (domínio, hospedagem, CMS, restrições)
│ └── conteudo/
│ ├── cases.md (com a estrutura mínima da história)
│ └── depoimentos.md (quem falou, sobre qual projeto, com qual resultado)
├── referencias/
│ └── referencias.md (por referência: atributo roubado + o que não gosta)
└── prototipo/
└── notas.md (o que cada tela quer comunicar)
Regras:
1. Só use o que está no material. O que não estiver, marque como
[FALTANDO: pergunta pro cliente] no arquivo correspondente.
2. Em cada informação, cite a origem (o nome do arquivo bruto de onde veio).
3. Nada de melhorar ou completar as respostas do cliente. As palavras dele
são a fonte da verdade.
4. No final, me devolva a lista do que ficou faltando e do que ficou ambíguo.Aqui está um ouro que ninguém conta: modelos diferentes leem o mesmo material de jeitos diferentes. O prompt que faz o Opus 5 brilhar deixa o Sonnet perdido, e o Fable 5 rende mais quando ganha espaço pra ter opinião. Por isso entregamos três versões.
Profundidade de leitura e conforto com ambiguidade. O prompt pede síntese e crítica antes de execução.
Leia toda a pasta briefing/ e referencias/ antes de responder qualquer coisa. Contexto: sou designer e vou criar uma landing page para o cliente descrito em briefing/. Todo o material veio de um workshop com o cliente: as respostas são a fonte da verdade. Quando algo estiver ambíguo, pergunte antes de assumir. Sua tarefa nesta primeira sessão, em ordem: 1. Resuma o projeto em um parágrafo: negócio, público, ação única esperada. 2. Liste o que está faltando ou contraditório no material. Não invente nada. 3. Proponha a estrutura da página, seção por seção, cada uma justificada por uma resposta do briefing (cite o arquivo). 4. Gere um CLAUDE.md com as regras do projeto: posicionamento, público, ação única, atributos roubados das referências, restrições técnicas. Não escreva código ainda. O design começa depois que eu aprovar a estrutura.
Mais autonomia e opinião própria. Funciona melhor quando você pede leitura e posicionamento, não obediência.
Você é meu par de design neste projeto. Leia briefing/, referencias/ e prototipo/ (se existir) e forme uma opinião própria antes de me devolver qualquer coisa. Quero três leituras suas: 1. A tese da página em uma frase: o que ela precisa provar, e pra quem. 2. A estrutura que você defenderia, com o porquê de cada seção amarrado ao briefing. Aponte onde você discorda do material, se discordar. 3. Riscos: onde este projeto pode ficar genérico, e o que evita isso. Depois gere o CLAUDE.md do projeto. Não escreva código nem HTML ainda.
Rápido e cost-efficient, rende mais com passos explícitos e confirmação entre eles.
Siga exatamente estes passos, um de cada vez, e confirme comigo entre eles. Passo 1: leia briefing/posicionamento.md, briefing/publico.md e briefing/objetivo.md. Devolva um resumo de no máximo 10 linhas. Passo 2: leia briefing/tecnico.md e liste as restrições em bullets. Passo 3: leia referencias/referencias.md e liste, por referência, o único atributo roubado. Passo 4: proponha a estrutura da página como lista numerada de seções, uma linha por seção, com a justificativa entre parênteses. Passo 5: gere o CLAUDE.md com: posicionamento, público, ação única, restrições e atributos das referências. Não pule passos. Não escreva código.
O Figma tem um servidor MCP nativo (Dev Mode MCP Server) que deixa o Claude Code ler os frames direto do arquivo, sem screenshot:
claude mcp add --transport sse figma http://127.0.0.1:3845/sseSe o protótipo foi no papel: fotografe com boa luz, salve em prototipo/screenshots/ e descreva a intenção de cada tela em notas.md. O Claude lê imagem muito bem, mas intenção escrita evita interpretação criativa demais.
O board de referências vira instrução pro Claude abrir o navegador na sua máquina e estudar cada site de verdade, com os olhos no que o cliente marcou:
Abra o navegador e visite cada site listado em referencias/referencias.md. Para cada um, o cliente marcou UM atributo que quer roubar e algo que não gosta. Sua tarefa é entender COMO o site produz o atributo marcado. Navegue, role a página inteira, observe menu, títulos, espaçamentos e transições. Depois registre em referencias/analise.md, uma seção por referência: 1. Como o atributo roubado é construído (layout, tipografia, espaçamento, interação, o que for observável). 2. Como reproduzir a essência dele no nosso projeto sem copiar o site. 3. Confirmação de que o ponto que o cliente não gosta ficou de fora. Não colecione nada além do atributo marcado. A regra do workshop vale pra você também: um atributo por referência.
Parrudo de propósito: isso é pesquisa, não palpite. E uma dica honesta de custo: invoque o deep research com o modelo mais cost-efficient que der conta. Eu uso Opus 5 pra isso, não Fable 5. Pesquisa longa queima tokens, e o Opus resolve.
Faça uma pesquisa profunda de direção tipográfica e cromática para este projeto. Antes de qualquer proposta, leia briefing/ e referencias/analise.md. Tudo que você propuser precisa se justificar pelo negócio, pelas proto-personas e pela ação única do projeto. Cite a resposta do briefing que sustenta cada escolha. Entregue: 1. Três direções de tipografia, cada uma com: par de fontes (título e texto), por que combina com o posicionamento, onde ela falharia, exemplos de uso em sites reais e situação de licença (priorize Google Fonts ou similar, e diga o custo quando não for gratuita). 2. Três paletas, cada uma com: base, superfície, texto e UM acento, valores em hex, contraste AA verificado entre texto e fundo, e a sensação que sustenta. 3. Um veredito: qual combinação de tipografia e paleta você recomenda, em um parágrafo, e por quê. Regras: nada de tendência pela tendência, cite fontes reais e verificáveis, confira cada afirmação de contraste, e conecte cada escolha ao briefing.
Com estrutura aprovada, referências analisadas e direção de tipografia e cores fechada, este é o prompt que abre o design de fato:
Vamos começar o design. Leia CLAUDE.md, briefing/, referencias/analise.md, prototipo/ (se existir) e a direção aprovada de tipografia e cores. Construa a primeira versão da landing page em HTML e CSS, mobile-first, seguindo a estrutura aprovada. Regras: 1. O protótipo de baixa manda no layout. Fidelidade à intenção, não ao traço. 2. Cada seção responde à pergunta do briefing que a justificou. 3. Ação única: todos os caminhos da página levam a ela. 4. Tipografia e cores: somente a direção aprovada. 5. Efeitos, fades e shaders: use o FXLab (fxlab.mirtilo.co) para aplicar com base no contexto do projeto, nada de biblioteca genérica de efeitos. Me mostre o resultado seção por seção e pare pra eu aprovar antes de refinar.
A regra 5 é onde entra o FXLab, nosso projeto pra aplicar shaders, fades e efeitos com base no contexto do projeto, sem depender de biblioteca genérica. Conheça o FXLab: mais de 70 presets pra você animar seu site →
Esta é a trilha de landing pages. Apps, serviços, SaaS e PaaS pedem outras robustezes, outras faces do mesmo iceberg, e vão aparecer aqui, uma a uma. Você já deixou seu e-mail: avisamos quando cada face emergir. Antes que tudo derreta. 🙂